30 de maio de 2010

Overdose de informação...

   Meu dia começou bem. Dormi bem, acordei bem.
   Minha semana foi meio estranha.
   Passei mal no mêtro de novo, em menos de um mês. Quase apaguei, tive que ficar num AMA aguardando atendimento, depois tomar medicação na veia, me senti  mal, como não tinha me sentido antes.
   Não gostei.
   Nunca quebrei nada, nunca tive nenhum siricotico desses...
   Dor de ouvido, de estômago, dor de dente de juizo, operação de amídala, de apêndice, queda de pressão, vontade de fazer xixi na rua sem ter onde aliviar...nada disso!
   Essa semana foi uó!
   Começou na terça e durante a semana toda fiquei meio esquisita. Ainda estou. Uma dor na boca do estomago que incomoda, entre outros sintomas. Mas se eu tomar os remédios, vão máscarar e não vou saber o que acontece, então, prefiro sentir. É como a história das agulhas. Todo mundo vira a cara, aperta os olhos esperando a espetada... e  eu lá de olhão arregalado, vendo tudo e mais um pouco! Prefiro ver tudo o que acontece.  Aliás, sempre achei que a agulha ficava enfiada no braço quando alguém toma soro. Como nunca tinha tomado, não sabia como era. Descobri que não, o que fica é só um caninho. A agulha é só pra furar mesmo.

   Enfim,  acordei bem, e estava acompanhando on-line o Seminário de Jornalismo que o Terra estava exibindo ao vivo, o debate que acontecia na Casper Libero. Não tinha ainda acompanhado nenhum evento ao vivo, on line...
ADOREI!!!! É como se estivesse lá! Som e imagem perfeitos, sem atraso!!!

   Na semana passada, vi um link no Facebook, do Matilha Cultural sobre a exposição de fotografias das greves sindicais, e sobre a exibição de um documentário recém lançado do Silvio Tendler chamado UTOPIA E BARBÁRIE. Tenho 2 filmes/documentários dele aqui em casa: Jango e JK. Estrou atras do Marighella, mas não acho! Os extras dos filmes, que incluem debates, pesquisa e produção, me fizeram querer seguir por esse caminho no jornalismo...

   Pretendia sair as 14 horas pra ver de perto tudo isso:

           Para celebrar a história de lutas da classe trabalhadora no mundo todo, a Matilha Cultural e a OBORÉ promovem até 29 de maio a mostra Obra Pública: uma intensa programação que procura contextualizar o movimento dos trabalhadores no final dos anos 1970, sobretudo em São Paulo.
           A mostra reúne fotos de greves, passeatas, manifestações e comemorações do 1º de Maio de 1980 produzidas pelo repórter fotográfico Ricardo Alves, além de ilustrações do cartunista Laerte feitas para o movimento sindical e reprodução de cartazes históricos do movimento operário de vários países. A programação também inclui sessões do documentário Utopia e Barbárie, a mais recente produção do cineasta Silvio Tendler, que traz um panorama dos conflitos políticos mundiais da 2ª Guerra Mundial aos nossos dias.

...mas meu estômago começou a doer.
   Enrrolei mais um pouco, assistindo pelo Terra,  o debate que começou as 9 e também ia até as 18h. Até então, eu não tinha comido nada,  pq fiquei com medo de comer e passar mal no caminho pra lá...ou não comer e também passar mal.
   Comi um pãozinho. Seco. Sem nada. Funcionou. Nem azia, nem revertério!

   Sai de casa ás l7 horas, pra pegar o debate que rolaria as l8, e depois às 20 horas teria mais uma exibição do filme. Cheguei lá  e a sessão anterior ainda não tinha acabado, então fui ver a esposição de fotos sobre o 1º de Maio no Mundo:









   Subi pra sala de cinema quando, do andar de baixo, ouvi as palmas.
   A princípio achei que a sala estava cheia, mas era só um povo que não sabia se entrava, ou se saia. Deu pra entrar sentar num lugar legal. Nem muito na frente, nem muito atrás.
   Logo no ínicio,  o mediador Sergio Gomes, responsável pelo "Projeto Oboré" fez questão de identificar na plateia os amigos que estavam presentes. Jornalistas do Terra, da Rádio Globo, da CBN, cineastas, fotógrafos, militantes que lutaram contra a Ditadura...enfim, um bando de caras influentes que durante o debate trocaram ideias, fizeram planos, compartilharam com o restante das pessoas, coisas que haviam conversado entre si, etc. Os outros estudantes que estavam lá eram do projeto Oboré - Repóter do Futuro.  

    Me senti meio idiota por não ter ido mais cedo e assistido a exibição das 16 horas. Ainda pensei em não ir, por causa da dor de estômago, e por que ia num lugar que nunca tinha ido, sozinha...essas besteiras;
   Mas PUTA QUE PARIU, ainda bem que eu fui!!!!!
   Não tem o que pague! Nada substitui!
   Ver os caras tendo as ideias e compartilhando na hora, e ver que essa inquietação diante de certas coisas não é só minha! Aqueles caras já passaram e viveram muitas coisas, tem uma puta cultura, e quando um lançava um comentário, o outro complementava, a vontade de fazer acontecer, de sacudir as pessoas, foi lindo!
   PARTICIPAR daquilo foi muito, muito, muito FODA!!!
   Parecia que as ideias pairavam no ar... foi uma delícia!!!
   Assistir a troca de ideias, e ver esse filme novo, só aguçou minha curiosidade de caçar tudo o que o diretor, Silvio Tendler, tenha produzido até hoje.

   Durante o debate, ele comentou sobre as dificuldades da divulgação desse filme. Citou a censura de uma entrevista que concedeu, em que o entrevisador julgou que a participação da Dilma Rousseff seria propaganda política. Só que a gravação do depoimento foi realizada antes da candidatura dela à presidência da República ser anunciada, e além disso, ela é abordada como ex-combatente contra a Ditadura e não como possível candidata.
   Ele comentou ainda sobre a dificuldade de colocar o filme nos cinemas no Brasil, disse que o cinema hoje em dia, não tem mais o mesmo valor de outras épocas. Que o público que se interessava pela história do país também diminuiu muito nesses 20 anos. Na década de 80, conseguiu bilheterias de 1 milhão de pessoas com Jango e 800 mil, com JK, e que Utopia e Barbarie chegou a 10 mil, e está sendo exibido em apenas uma sala no Rio, uma em São Paulo e uma na Bahia, no pelourinho.
  Havia um senhor na plateia, médico, diretor do Hospital do Servidor Público e amigo do Silvio Tendler, que está responsável também pela seleção de filmes da Cinemateca, que junto com os outros cara, topou entrar num projeto, que ainda será desenvolvido, mas que terá como meta não deixar que a história política do país caia no esquecimento da nova geração.
   Muita informação!!! Vou ficar ligada em todos os nomes, sites, blogs, pra acompanhar o que começou a surgir na sala daquele cinema.
   Registei tudo em 7 filminhos muio ruins, com péssimas imagens e um som horrível, que vou tentar passar para o papel, ouvido no volume máximo com fones de ouvido!  Isso que me fez repensar algumas coisas que pretendia fazer com a grana das férias. Preciso de uma filmadora e de uma câmera fotográfica decente! E vou comprar! Shing Ling, mas vou!!! rsrsrs







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